segunda-feira, 15 de abril de 2019

ॐ Hanuman Jayanti - Satsaṅgas ao Inderrotável


Todas as Glórias à Śrī Guru Mahārājācārya Mahāsūrya Paṇḍita Svāmī!
Todas as Glórias à Śrī Mahādeva
Todas as Glórias à Śrī Bhagavan
Todas as Glórias à Śrī Śakti Devī
Todas as Glórias à Śrī Rāma!
Todas as Glórias à Śrī Śrī Hanuman!

Śrī Ānjaneya com Śrī Sītārāma em seu coração.

 Śrī Hanuman Śloka

मनोजवं मारुततुल्यवेगं जितेन्द्रियं बुद्धिमतां वरिष्ठ।
वातात्मजं वानरयूथमुख्यं श्रीरामदूतं शरणं प्रपद्ये॥

mano-javaṃ māruta-tulyavegaṃ jitendriyaṃ buddhi-matāṃ variṣṭha ।

vātāt-majaṃ vānara-yūtha-mukhyaṃ śrī-rāma-dūtaṃ śaraṇaṃ prapadye ॥


Inclinando a cabeça, eu saúdo o Senhor Hanuman, que se movimenta rapidamente como a mente e o vento. O Senhor que é o mestre dos próprios órgãos dos sentidos, o mais exaltado dentre os inteligentes, o filho do Deus do Vento (Vāyu) e que é o comandante do ex
ército da tribo dos Vanaras e é também o emissário do Senhor Rāma.

बुद्धिर्बलं यशो धैर्यं निर्भयत्वं अरोगता।
अजाड्यं वाक्पटुत्वं च हनूमत्स्मरणाद्भवेत्॥

buddhir-balaṃ yaśo dhairyaṃ nirbhaya-tvaṃ arogatā ।

ajāḍyaṃ vāk-paṭutvaṃ ca hanūmat-smaraṇād-bhavet ॥

Ó, Hanuman! Trazendo-te em mente, somos abençoados com inteligência, força, fama, firmeza, ausência de medo e de doenças, brilho e eloquência.

आसाद्यसाधकस्वामि आसाद्यं तव किम् वद।
रामदूत कृपासिन्धो मत्कर्यम् सधय प्रभो॥

āsādya-sādhaka-svāmi āsādyaṃ tava kim vada ।
rāmadūta kṛpā-sindho matkaryam sadhaya prabho 
॥

Ó Hanuman, fiel devoto do Senhor Rama, capaz de realizar o impossível. O que é impossível para você?! Ó, Oceano de compaixão! Ajude-me a completar minhas tarefas e empreendimentos.

Neste mês de abril, nos Templos Polimatas de Boituva, Mairiporã, Campinas e Jundiaí, celebraremos o auspicioso festival Hanuman Jayanti em nosso Satsaṅga com Ayahuasca. Trata-se do advento (aparecimento) de Śrī Hanuman, o altíssimo deus-macaco do hinduísmo.

Śrī Hanuman é uma Deidade riquíssima e complexa, que possui qualidades bastante diversificadas, as quais permitem-no transcender as divisões sectárias dentre as tradições indianas, fazendo-se presente até em textos budistas e jainistas.

É filho de Śrī Añjanā, uma apsarā, espírito feminino muito virtuoso das nuvens e das águas, o que lhe rende o nome de Āñjaneya. Do lado paterno, tem Kesarī – comandante do exército dos Vānaras, uma raça de símios superdesenvolvidos – como seu benfeitor. Porém, também possui associação junto à Śrī Vāyudeva, o deus do vento, que o trouxe ao ventre de sua mãe, e à Śrī Śiva, do qual é considerado a décima primeira encarnação, por algumas tradições filosóficas.

O Senhor Vāyu, ou Māruta, o vento personificado, combina força e intangibilidade. É eloquente, erudito e um perito na ciência da linguagem, conhecido por guiar grandes almas para o caminho da sabedoria. Tais características manifestam-se igualmente em seu filho, que também é chamado de Vāyuputra (“o filho de Vāyu”), ou Māruti, com o mesmo significado.

Face ao Senhor Śiva, que é, ao mesmo tempo, um e muitos, a relação é baseada em Rudra (“o uivador”), uma personalidade “sombria” de Śrī Mahādeva, retratada com maior enfoque nos Vedas. Faz referência, especificamente, ao seu comando sobre duas raças: os mārutas (espíritos do ar que vagam por todo o espaço acompanhando-o), e os próprios rudras(entidades que emanam do “deus irado”, dotados de forma animal e detentores de grande poder destrutivo, associados ao papel de Śrī Naṭarāja (“o rei da dança”) como “senhor dos bhūtas” – fantasmas).

Desta forma, Śrī Hanuman apresenta-se como um ser polivalente. Em uma passagem do Ṛgveda (10.86), há um diálogo entre o Senhor Indra – senhor da tempestade e rei dos deuses do período védico – e sua consorte, em que é revelada a existência de um "macaco viril", (vṛṣākapi), que teria maculado seu elixir soma – um composto ritualístico enteógeno. Tal macaco é, posteriormente, ligado a uma das onze formas de Śrī Rudra, conforme citado acima, e também tem seu nome citado como um dos mil e oito nomes de ŚrīViṣṇu.

Outro exemplo de sua multiplicidade é o fato de que seu nome pode ser interpretado de duas maneiras diferentes.

Na etimologia sânscrita, o nome Hanumān é composto por dois termos,hanu + mān. A primeira interpretação pode ser livremente traduzida como “Aquele que possui (mān) a mandíbula proeminente, desfigurada (hanu)”, evocando-o como um ser de capacidades fenomenais e caráter heróico: umvīra.

Para tal, considera-se, principalmente, o famoso episódio em que nosso herói, ainda criança, foi duramente golpeado por um raio vindo do Senhor Indra, enquanto tentava abocanhar Śrī Sūryadeva, o Sol, ao confundi-lo com uma manga, e que posteriormente se tornaria seu guru.

Dentro da cultura vasta hindu, tal aspecto da personalidade de Śrī Mahāvīra (“o grande herói”), pode ser enquadrado na perspectiva śivaíta, enquanto uma encarnação (ou porção, ”aṃśa”) do próprio Senhor Rudra (rudrātmaka), que manifesta a qualidade śakti (“energia”, “potência”) através de seus poderes ióguicos, de suas habilidades com ervas e de seus atributos vorazes de guerreiro invencível.

A segunda interpretação, menos comum, ainda que também etimologicamente menos precisa, se faz igualmente apropriada. Assim,
traduz livremente seu nome como “Aquele cujo orgulho próprio (māna) foi destruído (han)”, e retrata, principalmente, seu serviço devocional altruísta e despretensioso aos pés de Śrī Sītārāma.

Esta personalidade de Śrī Rāmadūta (“o embaixador do Senhor Rāma”) também posiciona-o como uma manifestação de Śrī Mahādeva, com as mesmas qualidades, porém sob a perspectiva vaiṣṇava, mais difundida no ocidente, manifestando, principalmente, a qualidade de servo: dāsa.

Assim, é através desta ótica vaiṣṇava, que o Rāmāyaṇa, um dos mais famosos épicos da cultura hindu,  apresenta nosso herói: uma encarnação de Śrī Śiva que manifesta-se na Terra durante o período de Śrī Rāma – a sétima encarnação de Śrī Viṣṇu – para auxiliá-lo em suas tarefas.

Portanto, manifestação do Senhor Hanumān em nosso planeta tem sua origem em Śrī Śiva, que também é conhecido como Mahāyogin (“o grande meditador”), sendo assim a fonte universal do Yoga, o mais influente fenômeno cósmico. Em suas meditações, está usualmente absorto em rāma-nāma (“o nome de Rāma”), um dos mantras mais elevados de toda a existência, composto por somente uma palavra: “rāma”, cujo significado pode ser livremente traduzido como esplendor, regozijo, alegria e/ou beleza.

Na língua sânscrita, a força dos mantras reside na potência sutil por detrás de cada letra, que carrega uma fonte de luz específica, manifestando em nossa dimensão um poder cósmico de transformação transcendental imanifesto, usualmente imperceptível à nossa consciência limitada.

Assim, de acordo com o famoso poeta Gosvāmī Tulasīdāsa, autor do Śrī Rāmacaritamānasa (outra famosa versão do épico que narra a passagem do Senhor Rāma por este plano), o mantra rāma é composto pelas seguintes letras:

-       “ra”: representa Agni (o fogo), fonte de luz na Terra. Tem a propriedade de queimar os frutos da ação, tanto positivos quanto negativos. No microcosmos do corpo humano, é responsável pelos processos de transformação (metabolismo), revigorando corpo e mente;
-        “aa”: representa Sūrya (o sol), fonte de luz no Cosmos. Extingue a escuridão da ignorância e demais qualidades negativas derivadas como o egoísmo, o medo, o apego e a aversão.
-        “ma”: associada com o coração, representa Candra (a lua), que esvaece a dor, pertinente tanto ao corpo físico quanto ao ambiente (como dificuldades ambientais ou desastres naturais).

Desta forma, a entoação do rāma-nāma é capaz de dissipar todo o sofrimento, o que lhe concede o título de Mantrarāja, o “rei dos mantras”. Isso demonstra a profunda relação de afeto entre Śrī Viṣṇu e Śrī Śiva, conforme um verso muito popular exprime, “Śiva é o coração de Viṣṇu e Viṣṇu é o coração de Śiva”:

शिवस्य हृदयं विष्णुर्विष्णोश्च हृदयं शिवः

śivasya hṛdayaṃ viṣṇurviṣṇośca hṛdayaṃ śivaḥ

Logo, quando Śrī Bhagavān realiza a necessidade de sua descida em nosso planeta personificando a simplicidade do cumprimento dos deveres dhármicos como Śrī Rāma, Śrī Bholenātha (“o senhor das pessoas simples/dos inocentes”, Śrī Śiva) decide por acompanha-lo como seu servo.

Para tal, define manifestar-se como um macaco, mantendo-se em forma tecnicamente inferior ao seu senhor, valendo-se também de um estilo de vida mais humilde e simples, sem a observância de regras etárias e de castas inerentes à cultura hindu, evitando distrações oriundas de māyā (a ilusão material) e permitindo o máximo de dedicação ao seu serviço.

Em sua infância já na Terra, nosso herói recebeu inúmeros poderes dos Devas após o episódio envolvendo o Senhor Indra e seu raio, mencionado anteriormente. Neste, Śrī Vāyu recolhe-se em uma caverna com o filho ferido em seus braços, retirando-se da atmosfera e asfixiando o cosmos, demandando retratação por parte de seus colegas celestiais.

O Senhor Indra e o pequeno Hanuman.

 Assim, diversas bênçãos foram concedidas ao garoto, cujas principais foram:

- de Śrī Brahmā (o senhor da criação): viver tanto quanto ele mesmo, até o final da presente manifestação universal;
- de Śrī Viṣṇu (aquele que está no coração de todos): viver toda a sua vida como o maior devoto de Deus;
- de Śrī Indra (o senhor da tempestade, famoso por suas armas): jamais ser ferido por ou tocado por arma alguma;
- de Śrī Agni (a personificação do fogo): não ser afetado pelo fogo;
- de Śrī Kāla (o senhor do tempo): jamais ser cortejado pela morte;
- de todos os Devas: jamais ser igualado em força e velocidade por nenhum outro ser.

Mais adiante, Śrī Yogin (“o meditador”) também conquistou os oito poderes ióguicos, (siddhis) que também o tornam um ícone dentro do misticismo tântrico. São:

1.     Aṇimā: habilidade de reduzir seu tamanho indefinidamente;
2.     Mahima: habilidade de aumentar seu tamanho indefinidamente;
3.     Garima: habilidade de aumentar seu peso indefinidamente;
4.     Laghima: Habilidade de diminuir seu peso indefinidamente;
5.     Prāpti: habilidade de obter qualquer coisa em qualquer lugar;
6.     Prākāmya: habilidade de realizar todos os seus sonhos e desejos;
7.     Iṣiṭva: domínio sobre a toda a criação;
8.     Vaśitva: controle sobre as coisas, especialmente a manifestação física.

Dotado de um temperamento muito travesso, o pequeno Hanuman abusava de seus poderes e importunava os santos que habitavam a floresta. Assim, recebeu uma maldição de Śrī Brahmā que o fez esquecer de seus poderes, só recobrando-os quando mais maduro.

O jovem Hanuman tumultuando a vida dos santos.




Posteriormente, conheceu Śrī Rāma e Śrī Lakṣmaṇa, quando estes inquiriam a ajuda de Sugrīva, rei dos 
Vānaras – de quem Śrī Āñjaneya era ministro – para ajuda-lo em sua busca por Śrī Sītā, que havia sido raptada pelo terrível Rāvaṇa, rei da cidade de Laṅkā.

Rāvaṇa era um āsura (demônio) cujas ações hediondas provocaram um grande desequilíbrio cósmico, que demandou a intervenção de Śrī Viṣṇu em nosso plano através de um avatāra (encarnação divina).

Cumprindo seus deveres com absoluta determinação, pleno em amor incondicional, valendo-se de seu discurso perfeito e de seus poderes místicos, encontrou o cativeiro de  Śrī Sītā, ateou fogo na cidade de Laṅkā, guiou o Senhor Rāma e o exército da floresta sobre o oceano por meio de uma ponte mística de pedras flutuantes para o confronto final com Rāvaṇāsura e também salvou o Senhor Lakṣmaṇa da morte certa ao transportar uma montanha inteira dos Himalayas a onde hoje é o Sri Lanka, na região mais ao Sul da Índia.

Śrī Hanuman incendiando a cidade de Laṅkā.

Śrī Sañjīvananagāhartraḥ: aquele que porta a montanha que contém a erva medicinal sañjīvanī.

Após a passagem de Śrī Rāma por este planeta, Śrī Hanumān escolheu manter-se aqui, zelando pelos devotos e se fazendo presente todas as vezes que as glórias de seu senhor forem contadas.

Ademais, de acordo com a tradição mística, aqueles que recebem o auxílio de Śrī Saṅkaṭamocana (“aquele que dissipa o sofrimento”), jamais são derrotados, uma vez que o Todo-Poderoso Macaco Divino é conhecido por nunca ter perdido uma batalha. Assim é, pois serve à Deus e ao Dharma desinteressadamente, sem apegos e desejos do ego, simplesmente porque este é o seu dever.

Como exemplo, temos o caso de Arjuna que, junto à Śrī Kṛṣṇa, protagoniza o enredo da Bhagavad-Gītā, a canção divina que narra uma das maiores guerras já travadas neste planeta: a Batalha de Kurukṣetra. Neste, a quádriga na qual Śrī Kṛṣṇa leva seu primo e devoto Arjuna ostenta triunfante a bandeira de Śrī Pārthadhvajāgrasaṃvāsin (“aquele que está no topo da bandeira de Pārtha” – que um dos nomes de Arjuna), anunciando sua vitória antes mesmo do início do confronto.


A bandeira de Śrī Pārthadhvajāgrasaṃvāsin sobre a quádriga de Arjuna.



ॐ हं हनुमते रुद्रात्मकाय हुं फट्

auṃ haṃ hanumate rudrātmakāya huṃ phaṭ

Em uma livre interpretação: “Ó, Śrī Hanumān, encarnação de Śrī Rudra, clamo pela elevação da mente através do Supremo (haṃ) e pela transmutação imediata (phaṭ) do ego através do Fogo Divino (huṃ)”.

Conta-se que o mantra mencionado acima foi passado pelo próprio Śrī Śiva à Śrī Kṛṣṇa, que o concedeu à Arjuna como sua principal arma na fatídica batalha supracitada.

Detentor de intermináveis qualidades, Śrī Surārcita (“Aquele que é adorado pelos seres celestiais”) é, atualmente, uma das Deidades mais populares da Índia.

Assim, sua polivalência conquista uma sorte devotos bastante variada, que buscam sob sua graça a transcendência de seu sofrimento.

Seu hino mais famoso é o Hanumān Cālīsā, também composto por Gosvāmī Tulasīdāsa, com 44 versos, dentre os quais destaca-se, neste contexto:
दुर्गम काज जगत के जेते ।
सुगम अनुग्रह तुम्हरे तेते॥२०॥


durgama kāja jagata ke jete
।
sugama anugraha tumhare tete 
॥ 20 ॥
"Todas as inalcançáveis tarefas do mundo tornam-se facilmente realizáveis por Sua graça".

É considerado personificação do devoto (bhakta) e do guerreiro perfeitos, símbolo de lealdade, força e perseverança infinitas, representando o sacrifício (tapas) e a castidade (brahmacarya). 

O Grande Herói.

Desta forma, Śrī Tatvajñānaprada (“aquele que concede a sabedoria“) nos ensina que todas as batalhas de nossa caminhada devem ser enfrentadas com amor no coração. Sua mensagem é a de que a vitória já é certa quando lutamos com determinação, e que as dificuldades que surgem em nosso caminho são ferramentas de aprendizado que fortalecem e edificam o nosso Ser.

Por fim, nosso herói, imortal, continua vivo ainda hoje e é aceito por diversos santos, como Satya Sai Baba, como a Deidade presidente (iṣṭadeva), do processo transcendental da consciência nesta Era do Revés, onde imperam baixos padrões éticos e morais (kaliyuga).

Invocações mântricas para o ritual

श्रीहनुमान् गायत्री
śrī hanumān gāyatrī (mantra de invocação)
ॐ आन्जनेयाय विद्महे
वायुपुत्राय धीमहि ।
तन्नो हनुमान् प्रचोदयात् 
॥

auṃ ānjaneyāya vidmahe
vāyu-putrāya dhīmahi ।
tanno hanumān pracodayāt ॥
"Contemplamos Aquele que é filho de Añjanā (evocando sua virtudes e sua pureza de espírito).
Meditamos por compreensão n’Aquele que é o filho de Vāyudeva, deus do Vento (evocando seu discurso perfeito e sua inteligência).
Reverenciamo-nos Àquele que possui a mandíbula proeminente/que matou o orgulho próprio (evocando sua força física e devocional), para que nos ilumine com sabedoria".

बीजमन्त्र
bījamantra (mantra de repetição com a sílaba raiz da Deidade)
॥ॐ हं हनुमते नमः॥
॥auṃ haṃ hanumate namaḥ॥
"Reverencio-me Àquele que tem a mandíbula proeminente/Àquele que destruiu o orgulho próprio"

- Sobre o bīja haṃ: referente ao viśuddhacakra (laríngeo), que comanda a comunicação e a respiração. De força solar, este mantra seminal também trabalha o ego por meio do controle do discurso.
Mais informações e ingressos antecipados no Site da Ordem Polimata.

Acompanhe nossos eventos pelo Facebook através da página Agenda Polimata.

Todas as Glórias à Śrī Guru Mahārājācārya Mahāsūrya Paṇḍita Svāmī!
Todas as Glórias à Śrī Rāma!
Todas as Glórias à Śrī Śrī Hanuman!

Minhas mais humildes, sinceras e profundas reverências,

Yuri D. Wolf
सङ्कटमोचन

Satsanga Polimata à Sri Hanuman Musica



Satsaṅga à Śrī Hanumān

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Neste mês de abril, nos Templos Polimatas celebraremos o auspicioso festival Hanumān Jayanti em nosso Satsaṅga com Ayahuasca. Trata-se do advento (aparecimento) de Śrī Hanumān, o altíssimo deus-macaco do hinduísmo.

Śrī Hanumān (श्रीहनुमान्) é uma Deidade riquíssima e complexa, que possui qualidades bastante diversificadas, as quais permitem-no transcender as divisões sectárias dentre as tradições indianas, fazendo-se presente até em textos budistas e jainistas.

MAIS NFORMAÇÕES EM:


sexta-feira, 12 de abril de 2019

Satsaṅga de Domingo sem Ayahuasca - Śrī Śrī Rāma Navamī


JAI ŚRĪ RĀMA!

Todas as Glórias à Śrī Guru Mahārājācārya Mahāsūrya Paṇḍita Svāmī!
Todas as Glórias à Śrī Mahādeva
Todas as Glórias à Śrī Bhagavan
Todas as Glórias à Śrī Śakti Devī
Todas as Glórias à Śrī Śrī Rāma!
Todas as Glórias à Śrī Hanuman!

śrī rāma jaya rāma jaya jaya rāma

Neste mês de abril, no Templo Polimata de Campinas, honraremos com muito amor e devoção em nosso satsaṅga dominical (sem a utilização de ervas de poder) a personificação divina do Dharma, dos Valores e da Verdade, o Venerável Śrī Śrī Rāma, na celebração de seu advento (aparecimento), o festival Rāma Navamī, em um evento gratuito com início previsto para as 15h deste domingo, 14/04.

Trata-se da sétima encarnação Śrī Viṣṇu que, sob a ótica mais popular, é conhecido como o mantenedor, e junto à Śrī Brahmā, o criador, e Śrī Śiva, o transformador, forma a Trimurti – a Trindade Suprema do Sanātanadharma.

Dentro da escola filosófica hindu vaiṣṇava, Śrī Bhagavān (o “venerável”, um dos muitos nomes de Śrī Viṣṇu) é a representação máxima de Deus, personificando a misericórdia e a bondade, a onipotência divina que preserva o Universo e mantém a ordem dhármica do cosmos.

As potências da dualidade presentes em nosso universo mantém-se equânimes sob a vontade de Śrī Viṣṇu. Todavia, de tempos em tempos este equilíbrio é desestabilizado e a escuridão obtém vantagem, para que determinados processos possam ser desencadeados, criando a oportunidade para que preciosos ensinamentos sejam manifestados.

Desta forma, enquanto mantenedor do Dharma, o Senhor Sthitikartṛ (“Aquele que estabiliza”) desce à nossa dimensão para restabelecer a ordem como um avatāra (literalmente “aquele que desce”, em sânscrito), uma encarnação divina, conforme mencionado na Bhagavad-Gītā, Capítulo 4, Versos 7:

यदा यदा हि धर्मस्य ग्लानिर्भवति भारत । 
अभ्युत्थानमधर्मस्य तदात्मानं सृजाम्यहम् ॥७॥ 

yadā yadā hi dharmasya glāniḥ bhavati bhārata ।
abhyutthānam adharmasya tadā ātmānam sṛjāmi aham ॥ 7 ॥

“Sempre e onde quer que haja um declínio na prática religiosa, ó descendente de Bharata, e uma ascensão predominante da irreligião – aí, então, Eu próprio faço Meu advento.”

Assim, a cada descida, Śrī Viṣṇu ensina uma lição diferente, relacionada com os motivos que levaram o Homem ao declínio naquele período, nas diferentes yugas (eras): satya (a era de ouro), treta (a era de fogo), dvāpara (a era da dúvida) e kali (a era do revés).

Śrī Rāma (“agradável”, “encantador” ou “aquele que concede o prazer”, em tradução livre), é conhecido como o virtuoso rei de Ayodhya, compassivo e autocontrolado, dotado de excepcional habilidade na arte da arquearia.

Śrī Rāmacandra viveu durante a tretayuga, era no qual inicia-se o declínio da espiritualidade e o incremento do materialismo, porém que também manifesta o conhecimento e o magnetismo universal. Assim, a incumbência daquele que personifica o Dharma é relembrar os valores morais e éticos à humanidade, aos deuses e demônios.

Sua história é narrada, principalmente, nos famosos épicos Rāmāyaṇa e Rāmacaritamānasa, onde, junto à seu valoroso irmão Śrī Lakṣmaṇa (“o afortunado”) e seu fiel devoto e superpoderoso guardião símio Śrī Hanuman (“aquele que possui a mandíbula proeminente”), empreende uma intensa jornada para resgatar sua amada consorte, Śrī Sītā (“aquela que floresce a abundância”, em tradução livre), do cativeiro imposto pelo poderoso asura (demônio) Rāvaṇa (“aquele que ruge”), que conquistou os três mundos – material, espiritual e celestial – em uma série de terríveis campanhas.

Śrī Rāma Darbar: Śrī Lakṣmaṇa ao fundo, do lado esquerdo. Śrī  Sītā ao lado direito.
e Śrī Rāma ao centro e Śrī Hanuman de joelhos a seus pés.

Portanto, a misericórdia do Senhor da Verdade ilumina a consciência e o coração de seus devotos com a luz dos Valores que norteiam o caminho da transcendência a partir da compaixão e do reto-agir.

JAI ŚRĪ RĀMA!

Invocações mântricas 

श्रीराम
śrī rāma
गायत्री
gāyatrī

ॐ धर्मरूपाय विद्महे
सत्यवीरताय धीमहि ।
तन्नो रामः प्रचोदयात् ॥

oṃ dharma-rūpāya vidmahe
satya-vīratāya dhīmahi ।
tanno rāmaḥ pracodayāt ॥


“Contemplamos Aquele que personifica o fluxo do amor universal
Meditamos n’Aquele que é o Senhor da Verdade.
Reverenciamo-nos Àquele que concede o prazer, para que nos ilumine com sabedoria.”

मूलमन्त्र
mūlamantra  (“mantra-base”)

राम

rāma


“Êxtase” (a explicação completa deste mantra pode ser encontrada aqui).


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Todas as Glórias à Śrī Guru Mahārāja Ācārya Mahāsūrya Paṇḍita Svāmī!

Todas as Glórias à Śrī Śrī R
āma!

Minhas mais humildes, sinceras e profundas reverências,


Yuri D. Wolf
सङ्कटमोचन

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Okê Arô! Salve o Caçador Orixá das Matas Oxossi

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Sabemos que na teoria dos cultos politeístas Deus se manifesta de inúmeras formas, sendo representado por diversas facetas individuais e específicas que nos levam a um conhecimento necessitado por nós naquele momento de acesso ao Divino. Esse conhecimento e essa busca tomam forma, no panteão dos Orixás, através de pai Oxóssi. Conhecido como o Grande Caçador, ligado intimamente a representação dos caboclos na umbanda como o chefe dessa falange, é representado comumente como um índio portando arco e flecha, muitas vezes em posição de caça.
Seu instrumento não poderia ser outro, pois a irradiação de Oxóssi é aquela que nos dá força espiritual e determinação em um só objetivo. Quando encoberta pela emanação desse Orixá, nossa alma se enverga como um arco perante ao divino e nossa determinação, foco e direcionamento corretos apontam para uma só presa: o próprio Criador, o autoconhecimento como sendo a mesma coisa que a realização de Deus nas suas criaturas. Quando essa inclinação natural amanhece no indivíduo, é pai Oxóssi quem instrui a boa caça espiritual, a busca correta pelo conhecimento divino, através dos caminhos que ele abre na mata, na vida e no coração de uma pessoa.

Nesse sentido, é Ele quem fornece aos seus filhos as caracteristicas necessárias para o alcance desse objetivo. Em graus menores, essas irradiações podem nos fazer alcançar em nossas vidas, como forma de demonstração de força da clareza de sua irradiação, conquistas menores, como realizações materiais e terrenas, ou emocionais. No entanto, ele é conhecido como o Caçador de uma flecha só, e essa flecha única é voltada ao conhecimento divino, naturalmente que nos limites do grau de evolução em que cada um de nós nos encontramos. Para nos alinharmos com esse foco, ele nos concede as imprescindíveis caracteristicas dos bons caçadores: paciência, inteligência, firmeza de sentido, foco, concentração, tempestividade, discrição, humildade, coragem, visão e tudo aquilo que necessitarmos para atingir nosso alvo de forma plena e eficaz.
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Seu campo de atuação, como não poderia ser de forma diferente, são as matas, as florestas e os locais da natureza onde predomina o reino vegetal, pois é lá onde essas caracteristicas são exercitadas e onde encontramos a fartura e a maior quantidade de fontes de informação e conhecimento da natureza e dos processos de cura dentro das tradições indígenas e africanas. Isso ocorre, por exemplo, pois inúmeros processos de cura e conhecimento espirituais são relacionados as plantas e aos animais do habitat da vegetação de uma cultura. É onde o caçador sai para desenvolver e por a prova suas habilidades e também  onde encontra fartura e fontes de prover suas necessidades, como alimentos e medicinas.
A fartura, a sobrevivência e a busca pelo autoconhecimento, e nesse sentido falamos alinhado com o conhecimento espiritual, tem estreita conexão na linha de Oxóssi, porque a partir do momento que uma pessoa sai a procura desse último, qual seja, sua busca espiritual, Ele nao deixa que nada falte a esse filho e o recompensa com fartura tanto interna quanto externa, que pode vir a se manifestar de forma material, emocional ou espiritual, de acordo com a necessidade e merecimento daquela pessoa.

Como patrono da linha dos caboclos, ele devolve a postura e o comprometimento necessários àqueles que se encontram enfraquecidos de propósitos e de sabedoria, ensina o caminhar determinado e firme do caçador e usa sua paciente concentração para direcionar sua flecha de orientação exatamente onde ela deve atingir. 

Beatriz Mazzini

Ritual de Louvor aos Orixás - Oxóssi

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OKE ARO!
Vamos louvar nosso Pai Oxóssi, Orixá das matas, o caçador de uma flecha só.

Sábado- 6 de Abril- as 19h

Mais Informações em:

Gira dos Caboclos com Ayahuasca

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OKE!
Salve os caboclos das matas!
Salve os caboclos da Jurema!

Mais Informações em: